Israel: A prova da
soberania de Deus – Parte II
As setenta semanas de
Daniel
O
profeta Daniel foi deportado, na adolescência, para a Babilônia, no ano 605
antes de Cristo, onde viveu sessenta anos. O seu nome significa “Deus é meu
juiz”. Seu livro abrange o seu tempo de vida. O livro de Daniel tem um
propósito claro: Mostrar a soberania de Deus na história.
As
profecias são precisas, e falam de reinos que se levantariam ao longo dos
séculos, até nossos dias. Neste texto vamos apenas analisar um pouco do conteúdo profético
das setenta semanas, expostas no capítulo 9, em que mais uma vez o “relógio” de
Deus é vinculado à história da Israel, tendo Jesus como o centro de todas as coisas
O
conhecimento dos conteúdos proféticos não deve servir para satisfazer
curiosidades e especulações, mas para produzir em nós um maior desejo de adorar
ao Senhor e de temor a sua palavra.
Note
como foi que Daniel recebeu essa revelação, ao longo do mesmo capítulo. Tal
deve ser a nossa postura.
Vejamos os capítulos
Temos aqui algumas definições
básicas:
Por
volta do ano
Da
permissão de Artaxerxes I para a conclusão da reconstrução de Jerusalém foram 7 semanas de 7
anos, isto é, 49 anos (7x7). Profecia cumprida.
Do
término da reconstrução de Jerusalém até ao Messias (Jesus), seriam 62 semanas
de 7 anos = 434 anos (62x7). Ou seja, da ordem de Antaxerxes a morte do
Messias (Jesus) seriam 483 anos, ou 69 semanas de sete anos (69x7). Fatos
plenamente cumpridos.
Você
pode estar perguntando duas coisas:
As
datas históricas são aproximadas e não reais. Também há debates fortíssimos sobre
nosso calendário. Presumem-se erros que podem chegar até a 7 anos. Portanto, é
importante notarmos como tudo aponta para a precisão bíblica.
Vejamos
então:
Após
a morte de Cristo, Deus levanta um povo de todas as nações, Israel é deixado de
lado por 2 mil anos, por sua rejeição a Jesus. As semanas dizem respeito a
Israel, portanto a última semana sofre um intervalo histórico, pois a Nação de
Israel não existiu nesse período, e humanamente falando, seria impossível que
um dia pudesse existir novamente. Como um povo disperso pelas nações por dois
mil anos guardaria sua identidade? O Senhor da História sabe como.
A
destruição de Jerusalém acontece no ano 70 depois de Cristo, por ordem do
imperador Tito. Este fato predito em Daniel foi reafirmado por Jesus (veja
Lucas 19: 43-44).
No
ano de 1948 é restaurado o estado de Israel. Jerusalém volta aos judeus em
1967. Este fato é cumprimento de diversas profecias, que foram estudadas na
parte I dessa série e será continuada
O
que será esta última semana?
A
profecia em Daniel diz que até o fim haverá guerras e assolações. Onde está o
centro do conflito que aterroriza o mundo? Oriente Médio. Qual o motivo? A
rejeição dos mulçumanos, detentores de cerca de 99,8% daquela área, a
existência legítima de Israel (cerca de 0,2% do Oriente Médio).
O
texto de Daniel diz que “ele” firmará um concerto com muitos por uma semana.
Estão temos o início do cumprimento da última semana de Daniel. Esta semana,
tal como as outras, representam 7 anos.
Daniel
relata um acordo de paz mundial, que cessarão os conflitos. Este acordo
acontecerá entre Israel e os mulçumanos, patrocinado pelo anticristo. Isto
envolverá a reconstrução do templo de Jerusalém, fato pelo qual Israel se
prepara há muitos anos, inclusive com o preparo cerimonial. Há um impedimento,
a presença de uma mesquita islâmica no local do templo de Salomão, porém, o
anticristo conseguirá um pacto que tirará esse impedimento, como será isto não
sabemos.
Porém,
na metade dos sete anos, haverá um rompimento do acordo, e o anticristo entrará
no templo de Jerusalém e exigirá ser adorado. Fará prodígios e sinais.
Daniel
usa o termo na “asa da abominação”. Jesus ao falar sobre isto, disse:
Para
entendermos melhor todo esse contexto, temos que ir para o capítulo 12 de
Daniel e o capítulo 12 do livro de Apocalipse.
Capítulo
12 de Daniel:
Temos
aqui a profecia da grande tribulação e da redenção da igreja.
Eis
aqui uma realidade dos nossos dias. Tempo de profunda inquietação. Satanás
colocou o mundo em um “trem” veloz. As pessoas estão sendo instadas a estudar
mais, trabalhar mais, renunciar ao descanso, ao lazer, à família etc. Os homens
foram lançados em uma corrida alucinante. Multiplicaram-se os cursos de todos
os tipos, forçando as pessoas a ocuparem todo seu tempo com coisas que na
maioria das vezes não tem aplicação prática em seu trabalho.
Outro
elemento dos nossos dias é a multiplicação do conhecimento, usado cada vez mais
para afrontar a Deus. Criou-se um ilusionismo para tentar transformar
suposições absurdas em verdades, e os homens cada vez mais estão se endurecendo
diante das verdades bíblicas.
A
expressão tempo, tempos e metade do tempo está também no capítulo 12 do livro do
Apocalipse
Um
tempo é uma parte das setenta semanas, tempos equivale à divisão das setenta
semanas em três partes (7, 62 e 1) e metade de um tempo, equivale metade da
última semana que são três anos e meio (ou quarenta e dois
meses ou 1.260 dias) da grande tribulação.
No capítulo 11:2 de Apocalipse, a bíblia diz que o anticristo
profanará o templo por quarenta e dois meses e no versículo 3 diz que as duas
testemunhas profetizarão por 1.260 dias, vestidas de pano de saco.
Por
fim, quando o anticristo reunir as nações para destruir Israel, o Senhor Jesus
voltará e destruirá o anticristo. Jesus salvará os que permaneceram fiéis na
grande tribulação e Israel o reconhecerá como o Messias. É importante lembrar que muitos cristãos crêem no arrebatamento da Igreja caracterizada por Filadélfia (Apoc. 3:10) antes da grande tribulação, com a Igreja caracterizada por Laodicéia (Apoc. 3:18) passando por ela para ser provada. Outros crêem que o arrebatamento será no mesmo período que Jesus voltará também para salvar Israel na batalha do Amargedon. Outros crêem que Jesus arrebatará sua Igreja no final dos primeiros 3 anos e meio dos 7 anos de Daniel. Não vamos aqui emitir qualquer posição sobre o assunto.
É
impossível dissecar todo o assunto neste texto. O assunto é longo,
principalmente se entrarmos nos desdobramentos no livro de Apocalipse. Breve
teremos mais textos.
Devemos
conhecer as profecias que o Senhor deixou para seu povo. A Bíblia é um livro de
precisão majestosa. Os homens estão cada vez mais presos ao ocultismo e
esoterismo, coisas que o falso profeta usará para atrair a curiosidade dos
homens. Os cristãos precisam estar cientes do engano que assola a terra e que
vai se intensificar ao ponto de tentar enganar os escolhidos.
Não
devemos usar as profecias para especulações e debates inúteis, cabe a nós
entender que elas estão sendo concluídas em nossos dias, por isso devemos viver
em total rendição ao Senhor Jesus e viver plenamente a sua vida, tendo uma
atitude desapego a este mundo condenado a destruição.
O
profeta Daniel Conclui:
Leia também:
Israel, a prova da
soberania de Deus
Israel e a profecia "impossível" de ser cumprida
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