Israel e as profecias

Israel e a profecia "impossível" de ser cumprida


(C H Mackintosh – Escrito em 1865)

 

Nota do site: Em 1865, a nação de Israel já se aproximava dos 2.000 anos sem existir, conforme profetizado em Oséias 6. Por incredulidade de muitos cristãos, descrendo da restauração da nação de Israel nos últimos tempos, descrita também em Oséias 6 e em tantos outras partes da Bíblia, desenvolveu-se várias doutrinas proféticas confundindo Israel com a Igreja. Notadamente muitas dessas doutrinas careceram de fé na Palavra, pois ninguém, humanamente falando, poderia crer que Israel voltasse a ser uma Nação. Abaixo segue uma palavra de fé do irmão Mackintosh, que cria na Palavra e teve plena segurança de afirmar que Israel voltaria a ser uma nação, fato acontecido quase 100 anos após esta palavra ter sido escrita.

 

A presente condição de Israel (nota do site: Em 1865, a nação de Israel não existia, fato que durou de 62 a.C. a 1948 d.C.) é fruto de sua sombria incredulidade. O futuro de Israel será fruto da rica misericórdia de Deus.

 

Israel será ainda um testemunho abençoado e eficaz de Deus na terra e um canal de rica e eterna bênção para todas as nações. Deus empenhou a Sua palavra a este respeito; e nem todos os poderes da terra e do inferno, dos homens e dos demônios conjugados podem impedir o pleno cumprimento de tudo que Ele tem dito. A sua glória está envolvida no futuro de Israel. O futuro de Israel e a glória de Deus estão enlaçados entre si por um vínculo que nunca poderá ser quebrado. Se isto não for visto claramente não podemos compreender nem o passado nem o futuro de Israel. Mais ainda, podemos assegurar com toda a confiança, que a não ser que este bendito fato seja plenamente compreendido, o nosso sistema de interpretação profética será inteiramente falso.

 

Não é meramente a glória do Senhor que está envolvida na restauração futura de Israel, o amor de Seu coração está também compreendido com isso. Embora eles tenham quebrantado a lei, desonrado o Seu nome, desprezado a Sua misericórdia, rejeitado Seus profetas, crucificado Seu filho e resistido a Seu espírito – embora hajam feito tudo isto, e, como conseqüência, estejam espalhados, despojados e quebrantados (nota do site: Em 1865, todos os judeus estavam espalhados pela terra, longe de Canaã) e ainda tenham de passar por inédita tribulação (nota do site: fato ocorrido no holocausto nazista, 1939-1944) – todavia o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó glorificará o Seu nome, cumprirá a Sua palavra e manifestará o amor imutável de Seu coração na história futura do Seu povo terrestre.

 

Se negarmos isto a respeito de Israel não temos tanto como uma simples polegada de terreno firme para nós próprios. Se tocarmos na verdade de Deus em uma parte, não temos segurança em nada. Deus prometeu a Abraão a terra de Canaã para sempre e a Escritura não pode ser anulada.

 

O ensino da Bíblia é claro, definido e distinto. O Espírito Santo, que inspirou as Sagradas Escrituras, quer dizer o que diz, e diz o quer dizer. Se fala de Israel, refere-Se a Israel; de Sião, refere-Se a Sião; de Jerusalém, refere-Se a Jerusalém. Aplicar qualquer destes nomes à Igreja neo-testamentária é confundir coisas diferentes entre si, e introduzir um método de interpretação da Escritura que, por sua incerteza e frouxidão, só pode conduzir as mais desastrosas conseqüências.

 

Extraído do livro : Notas sobre o Pentateuco, Estudos sobre Deuteronômio – Vol. 1. C H Mackintosh. Editora Depósito de Literatura Cristã. Comercializado pela Editora dos Clássicos

 

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