Duas escolhas, dois caminhos
"Qual dos dois homens pôde fazer melhor, Abraão ou Ló? Não é a história destes dois homens uma prova indiscutível de que o meio mais eficaz de servir o mundo é ser-se fiel para com ele por meio da separação e testificar contra ele?" (C H mackintosh *1820-1896)
As nossas escolhas revelam o nosso coração. Ló, ao se separar de Abraão, encheu os seus olhos com as planícies verdejantes, a despeito de ser a localização geográfica das malignas cidades de Sodoma e Gomorra. Não se preocupou em habitar primeiramente perto, e num momento posterior, entre pessoas tão distantes de Deus, tão amantes do pecado e tão servas da carne. Sua família foi formada nessa convivência e não é sem motivo que sua esposa, filhos e genros se tornaram cidadãos típicos de Sodoma: sem temor a Deus, com vida moral depravada (lembremos que as suas duas filhas cometeram incesto com o próprio pai).
Não é sem motivo também que enquanto o Senhor mantinha comunhão com Abraão, banqueteando-se com ele debaixo de um carvalho, não seguiu para encontrar-se com Ló, mas enviou os dois anjos apenas (que resistiram a entrar em sua casa!!). Abraão, por ter escolhido andar com Deus, habitando em tendas, deixando claro o seu entendimento de que era peregrino na terra, teve acesso ao coração do Senhor, para interceder pelo povo daquelas malignas cidades. E, quando o Senhor poupa Ló, fê-lo 'lembrando-se de Abraão'. O mundo não respeita aqueles que seguem o seu curso, mesmo que tenham aparência de piedade. Ele até gosta destes, mas não os respeita. O cristão que segue o curso deste mundo, seja abrigando a iniqüidade, seja acalentando alvos materiais e padrão terreno no seu coração, é como Ló: inútil, incapaz de influenciar, ilegitimado a interceder.
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