Fé
A fé nos capacita a viver um dia de cada vez e a termos do
futuro só a certeza de Aquele que foi presente em todo o nosso passado estará
conosco em nosso amanhã.
A fé não é um exercício mental, um esforço da alma para se
aquietar. Não! A fé é conseqüência do desfrutar da presença de Cristo, e sendo
assim, é impossível ao homem natural descansar sua alma e libertar-se da
ansiedade. Sim! É impossível à natureza a libertação da ansiedade e inquietação
de espírito, assim como é impossível, a qualquer um, agradar a Deus sem fé.
A paz e a serenidade que nos custam qualquer esforço não
vêm de Cristo. Sua paz nos é “deixada” por ele, no sentido de ser outorgada a
nós sem qualquer contraprestação. A paz tem que ser “de Cristo”, visto que,
assim sendo, estará e reinará em nós na medida em que o próprio dono e Príncipe
da Paz estiver e reinar em nós.
O amanhã não é assunto que ocupa a fé. Ela não faz caso
dele. Prefere suspirar de gozo nas promessas do seu Autor e Consumador. Tais
promessas são o alimento da fé e a sua ocupação diária. Regozija-se em saber
que o amado Senhor é presente todos os dias; em ter a certeza que Ele começa e
termina qualquer obra que leve Sua suprema assinatura; em perceber que os
sinais de sua vinda mais se mostram cada vez.
Fé: bem supremo, maravilhoso e eterno! Raro nestes dias de
fim. Confundido com os pensamentos místicos da mente que se nega a encarar a
realidade, pois a fé não foge de qualquer batalha e não teme diante do inimigo.
Ela não se furta à realidade, por pior que seja. Todavia, seus olhos não estão
nas circunstâncias, mas fitos num Deus que é maior, infinitamente maior que
qualquer provação, poder ou criatura. Por isso, para a fé tudo é pequeno e
passageiro e nada contém tamanho poder ou beleza que a faça desviar os olhos,
um segundo que seja, do Senhor e Rei Jesus, Deus Eterno, Homem perfeito,
Salvador suficiente e Intercessor eficaz.
Site Rei Eterno. http://reieterno.sites.uol.com.br