Arraigados e sobreedificados...
Sobre o que? ... Sobre quem?
“Como, pois, recebestes
o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e sobreedificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes
ensinados, nela abundando em ação de graças.
Tende cuidado,
para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e
vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os
rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;” (Col. 2:6-8)
Amado, leia com atenção o texto acima,
observando os verbos
O Espírito Santo nos chama atenção
neste texto da carta de Paulo aos Colossenses para
estes três verbos destacados. Eles estão contidos em um
mandamento, que pode ser assim expresso: os
que são de Cristo devem andar ao mesmo tempo que
estão arraigados (plantados) e edificados (construídos). Há alguma incoerência aqui? Com certeza, não. Mas,
vale garimpar um pouco mais no Sagrado Texto. Andar exige movimento, enquanto estar plantado, enraizado, construído, edificado denotam ausência de movimento.
Uma árvore não pode se mover. E quanto mais
profundas forem suas raízes, mais estática, parada ela estará.
Do mesmo modo uma casa, um prédio, uma construção não
pode se mover, pois está fincada no solo. Então, como conciliar a
ordem divina de que devemos andar ao mesmo tempo em que estamos arraigados e sobreedificados? A resposta não é difícil,
pois o próprio Espírito esclarece no texto. Uma planta não
pode se mover, mas se estiver arraigada num vaso e posta sobre um carro, ou
segurada por alguém, ela ‘andará’. Do mesmo modo uma
casa.
Aqui no Brasil não é muito comum, mas nos
EUA há regiões em que as pessoas ainda constroem muitas casas com
madeira. São casas muitas vezes imensas, com dois, três pisos. A
coisa mais esquisita é que quando os donos das casas querem ou precisam
mudar de endereço, carregam a casa junto, pois há empresas
especializadas nesse tipo de mudança. Logo, não é incomum
por aquelas bandas contemplarmos uma enorme casa sobre um caminhão sendo
transportada por estradas. A casa, então, ‘anda’.
Já deu para entender? Andamos em Cristo, ao mesmo tempo que somos
plantados nEle e fundados, construídos nEle. Através dEle nos movemos, não com a nossa própria
vontade. Não com as nossas próprias idéias. Não com
as nossas próprias forças. Logo, o princípio é
estar em Cristo, caso contrário,
poderemos até pensar que estamos andando, fazendo, acontecendo,
progredindo, cooperando, mas, na verdade, estamos tão estáticos,
parados, imóveis como uma planta enraizada na terra ou uma casa fincada
no solo.
Logo, a diferença é: estamos em Cristo,
arraigados nEle, edificados
sobre Ele ou estamos plantados na terra, no mundo, nos nossos valores, opiniões,
sabedoria? Será que estamos fincados em nosso conhecimento religioso, em
nossas tradições, em nossas modernidades?
Em que ou em quem estamos plantados, construídos? Se
não for em Cristo, estamos com sérios
problemas, pois a Palavra declara que Ele é o Único Fundamento.
Alguns enganos podem surgir nesse ponto. Seria bom os analisarmos
com humildade e seriedade, pois não temos alternativa: é andar em
Cristo, estar plantado nEle
e construído sobre Ele. Quais seriam esses enganos? Embora a abordagem
abaixo não seja exaustiva, não esgote o assunto, já é
suficiente para nos levar a uma reflexão profunda diante do Senhor
quanto a nossa vida e experiência cristã:
A) ARRAIGADOS E
SOBREEDIFICADOS NA TERRA.
Estamos num tempo em que os assim chamados cristãos
querem participar e receber as glórias do mundo, ao
mesmo tempo que reservam um tempinho para viverem a sua vida religiosa.
Seus valores são mundanos, terrenos. Seus alvos são tão
mundanos quanto os de qualquer ateu materialista. Ambicionam as riquezas, os títulos,
as posições dessa terra. Esquecem de que tudo isso foi rejeitado
pelo Senhor quando o Príncipe desse Mundo a Ele ofereceu estas coisas. Antes,
o Senhor questionou aos religiosos da época “Como podeis
vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra
que vem só de Deus?” (Jo. 5:44).
Esses cristãos têm tantas coisas para fazerem
aqui na terra (e muitas vezes coisas assim chamadas religiosas), têm
tanto a alcançar, a adquirir, a conhecer, a desfrutar... Não estão
interessados em uma vida arraigada em Cristo, deixando-se conduzir por Ele,
seja lá o que isso represente de renúncia na prática. Muitas
vezes a alegria da realização pelo recebimento de um título,
ou posição, ou desejo nesses cristãos
terrenos é bem maior do que a
alegria de ver uma alma redimida, uma vida alcançada pelo Senhor, de ver
o Evangelho sendo pregado, de ver Cristo sendo exaltado (se é que isto
lhes causa algum prazer).
Céu, eternidade...Bem,
esses não são assuntos que estão na pauta das prioridades
dos cristãos terrenos. Na
verdade, eles se enganam ou se deixam enganar acreditando que suas atividades
religiosas, muitas ou poucas, anônimas ou populares, já garantiram
seu passaporte para o céu, onde pretendem descansar não das lutas
vividas aqui na Terra por terem andado sobre Cristo e sob o Seu governo. O céu,
afinal, lhes soa mais como um lugar com menos stress, onde vão descansar
de suas lutas e gasto de tempo, energia e vida em alcançar os seus alvos
terrenos.
Como dissemos no início, nada é superficial
na Palavra. Quando Jesus falou do joio e do trigo no meio dos seus seguidores,
ele sabia o quanto profundo estava sendo. Não entendemos muito de joio e
trigo, mas aquelas pessoas a quem o Senhor se dirigia compreendiam isso
claramente. Eram acostumados a ver plantações de trigo. O trigo e
o joio são plantas que se parecem. Quando são plantadas se
parecem. Quando são pequenas se parecem. Mas, quando vão
crescendo as diferenças começam a ficar evidentes. Então,
quando chega o tempo da colheita, estão totalmente distintas. Por isso,
o trigo é colhido e levado para o celeiro e o joio também é
colhido, só que este é separado para ser queimado. Não
presta para nada.
Que diferenças são estas? Bem, o joio à
medida que cresce fica uma planta de raízes muito profundas na terra. Por
isso, quanto mais cresce, mais ereto fica. Já o trigo, à medida
que cresce, suas raízes vão se soltando
da terra, e isso faz com que a planta se dobre, envergue. O trigo está
desprendido e pronto para ser colhido. O joio está tão fincado na
terra que denuncia sua condição de falso trigo.
Irmãos, isto é sério. Isto nos fala de
orgulho e humildade. De deixar ser quebrado ou permanecer ereto, sem se dobrar.
De estar com as raízes soltas dessa terra ou estar preso a ela de modo
profundo. O joio é um falso trigo. Muitas vezes ele não percebe
que é uma fraude. Por isso o Senhor lhe dá tempo para não
ser cortado prematuramente. Pois o nosso Deus tem o poder de mudar naturezas,
de fazer enxerto do zambujeiro na Oliveira.
Em que figura você se encaixa? Quais são seus
objetivos de vida? Quem governa sua vida? Quais são os seus valores? Os
títulos e as honras, as realizações e os prazeres que você
já acumulou ou sonha em acumular valem alguma coisa para Deus? Não
se esqueça de que os critérios de Deus são bem distintos
dos homens.
B) ARRAIGADOS E
SOBREEDIFICADOS NA OBRA DE DEUS.
Esse é um ponto doloroso. Alguns vivem fazendo a
OBRA, mas não estão enraizados, edificados sobre Cristo. Por
isso, não andam sobre Ele, mas, seguem independentes, deixando o Dono da
Obra em segundo ou nenhum plano em suas vidas, mas, sempre fazendo a OBRA. Não
percebem que se não estiverem arraigados em Jesus, estarão
fazendo o nada, parados, estáticos, como árvores que no máximo
balançam um pouquinho com o vento, mas não passam disso.
No meio desses
há algumas categorias distintas. Existem os que fazem a OBRA para
satisfazerem seus egos. Ora, ora, ninguém pode negar que o povo cristão
adora aplaudir os obreiros... Há uma certa
honra, uma certa fama, posição no meio de tudo isso que é
almejada por alguns; outros não as almejam, mas não as rejeitam
quando vêm a eles. O ‘importa que Ele [Jesus] cresça e que
eu [João Batista] diminua’ não faz parte dessa realidade.
Muitos desses popstars não
estão em Cristo, não têm vida com Cristo, não conhecem
a Cristo e não têm testemunho cristão. Suas vidas
familiares estão fracassadas, ou já estão no segundo ou
terceiro casamento. Quando os ouvimos falar ou cantar fica constatado que são
bons de obra, mas não estão edificados
Há, ainda, aqueles que não almejam fama,
posição, mas se tornaram máquinas autômatas.
São ativistas. Um dia alguém deu corda neles e não
conseguem mais parar. Não têm vida com o Senhor, não têm
intimidade com o Dono da Obra, pois nem têm tempo para isso!! Estão
para lá e para cá fazendo a OBRA, ou melhor, pensando que estão
fazendo, porque se não estão caminhando sobre Cristo, estão
parados. Chegam até a fazer muito barulho (como latas vazias), são
responsáveis, muitas vezes prestativos. Não perdem uma
programação. Mas, perdem a intimidade da comunhão diária
e ininterrupta com o Senhor da OBRA, a quem eles deixaram de consultar há muito tempo, ou quando o consultam, não estão
muito interessados em esperar a direção, pois, afinal de contas A
OBRA NÃO PODE PARAR!
C) ARRAIGADOS E
SOBREEDIFICADOS NO EGO
Estar arraigado no ego é estar enraizado em si
mesmo. O ego é o nosso EU. A nossa própria vontade, nossas opiniões,
modos de ver, pensar, nosso patrimônio intocável de
crenças, valores, idéias e posições. O ego é
terrível, porque ele tem o poder de se disfarçar de espírito.
É uma herança maldita da natureza adâmica que só não
pode ser vencido, tem que ser destruído. Como? Morte, cruz.
Andar sobre Cristo significa dizer que não usarei
as minhas próprias pernas, não determinarei a direção
da minha vida, não decidirei. Serei guiado, comandado, conduzido pelo
Senhor. E o Senhor caminha no curso de sua Palavra. O ego é terrível,
porque ele tem que ser mortificado a todo instante, ele não desiste de
querer o controle. Mas, não estamos falando aqui dos cristãos que
têm consciência da malignidade do seu EU e o subjugam a Cristo a
cada dia, muito embora ainda percam algumas batalhas. Estamos falando daqueles
que estão muito bem, obrigado, com o seu ego e não admitem ser
tocados, corrigidos, disciplinados, exortados, pastoreados, guiados.
Viver só é o seu estilo de vida. E não
pensem que estamos falando de isolamento social. Não. Muitas vezes esses
cristãos podem viver rodeados de outros cristãos, podem
participar de calorosas reuniões de oração, podem ter até
uma boa aparência de piedade, mas o seu EU está intocado. E,
quando alguém resolve cutucá-lo, vai constatar isso.
A vida cristã é uma vida impossível
de ser vivida por qualquer um de nós. Simplesmente porque é a
vida de Cristo e não nossa. Assim, para que possamos viver esta vida,
precisamos morrer. Sem morte não há ressurreição. Se queremos provar o poder da ressurreição de
Cristo, temos que provar da morte, da morte do EGO, do EU. O Cristão
guiado pelo Ego é almático, vive na
dimensão de sua própria vontade, emoção e razão.
Mas, não aceita a cruz, que é o único meio de mortificar o
EU.
Os golpes de Deus sobre o nosso ego podem vir de várias
formas, mas, não se enganem, todas são
dolorosas. O sofrimento é o caminho da cruz e a cruz é o fim do
ego. Todavia, vivemos em uma geração de cristãos que
rejeitam ser tratados, escondem-se, fingem ser o que não são, e
quando são provados de alguma forma por Deus, rejeitam a provação
e a Deus, por via de conseqüência.
Estar edificado sobre si mesmo é mortal, é
incompatível com a natureza recriada de um filho de Deus. Um dos textos neo-testamentários mais conhecidos no meio cristão
é o de Filipenses 2 de 9-11. Gostamos de
cantar, de recitar, de dizer ao Diabo, ao mundo, que Deus exaltou Jesus, que um
dia todo joelho vai se dobrar diante dEle
e toda língua confessará o seu senhorio. Aleluia! Mas, você
já prestou atenção no que é dito antes? Jesus conquistou essa posição
com esvaziamento, renúncia, humildade, obediência,
dependência (vv. 6-8). Estes
eram os sentimentos de Cristo, não havia espaço para o seu EU,
tudo estava sob o governo do Pai. Mas, não pára aí. Já
viu o que vem antes disso? “De
sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve
Amados, não brinquemos com isto! Jesus disse: “Porque qualquer que quiser salvar a
sua vida [original grego:alma], perdê-la-á, mas, qualquer que
perder a sua vida [original grego:alma] por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.” (Mc 8:35).
O tempo de perder a vida da alma, de aceitar a mortificação do EU
é hoje. Amanhã será tarde demais.
Uma das tristes conseqüências dos que amam o
seu EU é a incapacidade de discernir espiritualmente. “Ora, o homem
natural não compreende as coisas do Espírito de Deus,
porque lhe parecem loucura; e não pode
entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (ICo. 2:14). A palavra ‘natural’
usada aqui é psuchikos , que denota alguém que tem o corpo governado pela alma, é
um almífero
ou almático.
O que vive arraigado
D) ARRAIGADOS E
SOBREEDIFICADOS NOS HOMENS
Esses são os que pegam carona com alguém que
lhes parece ser uma boa referência (ou por comodismo mesmo), fecham os olhos e fincam suas raízes nessa ou naquela
pessoa. Isso sempre foi perigoso, sempre foi motivo de divisão no meio
do Corpo, sempre foi causa de disseminação de heresias. Os
seguidores de fulano ou de beltrano esquecem da
Palavra, do Senhor da Palavra e dizem: se fulano falou, tá
falado...
Homens são homens, por melhores, mais santos, mais
devotos que sejam. Podem errar e erram com mais freqüência do que
acertam. Não é assim conosco? Mas, alguns vivem como se fossem
aquele vaso de planta que não está diretamente nas mãos de
Jesus. Mas, está se agarrando a outro vaso que está andando em
Cristo (Ufa!!! Não deixa de ser um alívio, pois isso ainda é
o melhor estágio, porquanto há aqueles que seguem os que nem
perto de Jesus estão!).
Não é incomum vermos os assim chamados cristãos
trocando a autoridade da Palavra pela interpretação ou palavra de
líderes cristãos. A Palavra diz uma coisa, mas o líder
prega e faz outra. E aí o cristão firmado nos homens vai atrás
e quando é questionado sobre se aquela posição é bíblica,
simplesmente responde: ‘mas meu líder disse...’.
Ás vezes o líder é coisa do passado, o pobre coitado já
até partiu para o Senhor e (para o bem dele) não sabe que tem
gente que vê os seus escritos, suas posições teológicas
com mais autoridade do que a Bíblia.
Precisamos estar firmados
Seguimos a Jesus, submetemo-nos às autoridades por
Ele instituídas na sua Igreja, mas, não devemos estar arraigados
em homem nenhum. E toda posição, direção, opinião
dos homens deve ser conferida na Palavra. Principalmente nos tempos que estamos
vivendo: falsos mestres, doutrinas de demônios, fábulas... Caso
contrário, corremos o risco de estar nos firmando em palavras de homens,
na autoridade de homens e não de Jesus.
A maior parte das divisões
no meio da Igreja, nestes dois mil anos, surgiram justamente do fato de homens seguirem
homens, disseminarem heresias, doutrinas de demônios, e se esquecerem da
autoridade da Palavra. Aliás, se a Palavra não tivesse sido posta
de lado, nem divisões existiriam...
Podemos e devemos ter bons referenciais de homens e
mulheres que verdadeiramente andaram ou andam com Jesus. Mas, nossa fé,
nossa vida tem que estar arraigada e sobreedificada
Um outro dia conheci uma cristã que
estava confusa acerca de uma decisão que ela teria que tomar e que
envolvia pecado. A confusão dela surgiu porque embora a Bíblia
declarasse claramente que se a decisão dela fosse de uma forma seria
pecaminosa, um dos pastores da Igreja disse que não, usando de
psicologia para respaldar sua posição e dizendo aquilo que a
carne da irmã queria ouvir. Aí veio o outro pastor da Igreja e
apresentou a Palavra de Deus e afirmou ser pecaminosa aquela decisão. Para
completar veio a irmã de sangue dela, que também
é cristã, e congregava em outra localidade e lhe exortou que
aquela decisão era pecado, com base nas escrituras (e é de pasmar
que a mulher ainda estivesse em dúvida sobre o que fazer!!). Por fim,
sobrou para mim, e ela me questionou sobre o assunto. Eu só lhe
perguntei o que a Palavra dizia. Ela conhecia o posicionamento da Palavra sobre
o assunto. Eu lhe disse, então, que ela decidisse seguir a vontade de
Deus ou a palavra de homens (que no caso favorecia bem a sua carne). Desse dia
em diante, ela se afastou de mim. Entendi que tinha preferido a voz dos homens...
Outro risco que os edificados
nos homens correm é se tornarem cordeiros para os seus ‘gurus’
e lobos ferozes para os outros pobres cristãos que não são
seu referencial. Caso a exortação venha do ‘guru’,
ele aceita (ainda que para fazer a pose de humilde), mas se outro irmãozinho
desavisado resolve exortá-lo... Na melhor das hipóteses é
ignorado, mas a coisa pode ficar pior. Estando edificados sobre Cristo
saberemos que Ele é o cabeça de um Corpo
no qual todos os membros estão sujeitos uns aos outros e estão
sujeitos ao Cabeça. Quantas vezes no meio da Igreja uma
palavra bíblica, coerente, espiritual, exortativa é dita por um
irmão e é rechaçada por aqueles que estão edificados nos homens, mas se o seu ‘guru’
(que muitas vezes nem sabe que tem essa posição e nem tem culpa no
caso) diz a mesmíssima palavra, aí é aceita (talvez exteriormente
ou superficialmente) como Palavra de Deus.
Os edificados nos
homens ainda se arriscam a se tornarem legalistas. Como eles estão
edificados em homens e não em Cristo, eles não têm muito
discernimento espiritual, pois seus sentidos não estão
exercitados, já que se acomodaram a seguir os sentidos de outro. Aí
é mais ou menos assim: ele é exortado e aconselhado a não
ter comunhão com certas amizades perniciosas mundanas. Ele ouve, deixa
de andar com a turma do mal. Mas, aí ele passa a andar com outra turma,
que também é mundana e pode corromper sua fé, mas é
outra turma, então ele tem que ser exortado
agora quanto a esta turma. Aí ele passa a andar com outra turma, a
terceira, e por aí vai. Isso é viver pela lei e não pela
graça. O exemplo é apenas ilustrativo, mas quantas vezes podemos
incorrer nesse terrível engano?
CONCLUSÃO:
“Porque
ninguém pode pôr outro fundamento além do que já
está posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Co. 3:11)
“Porque
já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em
Deus.” (Col.3:3)
“E,
chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas
para com Deus eleita e preciosa, Vòs também, como pedras vivas, sois edificados casa
espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: Eis
que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e
quem nela crer não será confundido.”
(I Pe. 2:4-6)
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