A verdade revelada
Autoria desconhecida – Texto modificado e adaptado
A ação do Espírito Santo quer trazer a todos os
homens a revelação da Igreja de Jesus. Por séculos o homem foi tentando desviar
a igreja da verdade, ao ponto de muitos entendê-la como um local de reuniões e
não como um organismo vivo (corpo de Cristo). No conceito de muitos, a igreja
foi transformada em uma instituição, sendo impregnadas de ritualismos vazios e filosofias
humanas. Existe um grande contraste entre tradição (conceitos abraçados pelos
homens, que são subtrações e distorções da verdade) e a verdade revelada que é
pura e simples.
Ao longo dos séculos, o Senhor sempre manteve viva
sua revelação. É constrangedor conhecermos a história de homens e mulheres, que
viveram plenamente um amor profundo a Deus e a sua Palavra. Não somente no
passado, mas nos nossos dias, a exemplo dos irmãos na China, Coréia do Norte,
Índia e outros países que perseguem cruelmente aqueles que querem viver
piamente
Vamos tratar de alguns
aspectos importantes.
Pregação de todas as promessas
e bênçãos sem o preço (evangelho das ofertas). O homem e sua felicidade é o
centro da mensagem. O homem faz uma troca com Deus: aceita-o (?) como salvador,
vai a “igreja”, deixa de fazer algumas coisas e recebe como prêmio o céu. Este
comportamento leva o homem a concluir que:
§
O Reino de Deus é no céu
§
O Reino é no futuro (volta de Jesus)
§
A consagração total é um passo opcional
§
A salvação é essencialmente um passaporte para o céu
§
O homem é o centro de tudo
A ordem divina não é para o homem “aceitar” Jesus,
uma expressão inexistente na Bíblia, mas de converter-se a Ele, arrepender-se
de seus pecados e nascer de novo. Esta
experiência não melhora o homem, mas mata-o e o faz ressurgir para uma nova
vida, onde sua vaidade, orgulho, soberba, arrogância, materialismo, mente
secularizada, rebeldia, ambição, busca do prazer, malícia, impureza, vício e
coisas semelhantes vão ser extirpadas pela morte do velho homem e os atributos
divinos vão ser implantados pelo surgimento do novo homem.
“De sorte que fomos
sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi
ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em
novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança
da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; Sabendo isto, que o
nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja
desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.”
(Rm 6:4-6)
“PORTANTO, agora nenhuma
condenação há para os que estão
(Rm. 8: 1-2)
2. O EVANGELHO
Existem promessas, mas
existem condições. As promessas não visam o bem estar material do homem, mas a
implantação do Reino (governo) de Deus na vida do homem.
“Pelas quais Ele nos tem
dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis
participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção...” (II Ped.
1:4)
Crer sem obedecer é ter uma fé morta, inoperante.
"Vinde a mim” não tem valor sem “tomai meu jugo.”
“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si
mesmo, e tome a sua cruz e siga-me”.
(Mc 8:34)
“... desde então é anunciado o reino de Deus, e
todo homem emprega força para entrar nele.”
(Lc 16:16)
“Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a
tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.”
(Lc 14:33)
“Aquele que diz está nele, também deve andar como
Ele andou.”
(I Jo. 2:6)
O Reino de Deus é o governo de Deus na vida do
homem. O homem deixa de ser independente para ser dependente de Deus.
Em sua atitude perante o
evangelho, podemos classificar os homens em três grupos bem distintos:
Não quer dizer necessariamente ateu. É alguém que
não tem interesse
“Entenebrecidos no
entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles.” (Ef. 4:18)
ü
O RELIGIOSO
É diferente do incrédulo. Acredita em Deus, cogita
Dele, pratica atos religiosos, freqüenta reuniões, chama Jesus de Senhor. Mas
qual é o seu problema? O mesmo do incrédulo. Tem o Eu no centro. Vive para si
mesmo (embora cante que vive para o Mestre). Deus existe para salvá-lo e
abençoa-lo. É um quebra-galho, é apenas uma das suas cogitações. Este está pior
que o incrédulo, porque está se enganando.
Negar-se a si mesmo (Mc 8:34) não é negar apenas
alguns pecados. É tomar a cruz (Mc 8:34). Mas que é tomar a cruz? É perder a
vida (Mc 8:35). Como ocorre isto? Devo morrer literalmente? Não. Esta é uma
realidade espiritual, é o próprio arrependimento. Até hoje, a vida era minha,
eu era meu dono. Mas agora eu perco, para me submeter ao Senhorio de Cristo.
Mas para isto eu devo estar disposto a perder a vida, pois o arrependimento
implica renuncia a tudo (Lc14: 33).
O Religioso, tal como o incrédulo, tem o Eu no
centro de sua vida, a diferença é que entre suas cogitações está Deus, além de
trabalho, lazer etc.
Experimentou aquilo que Jesus chamou de novo
nascimento (João 3). Toda sua vida é estruturada em função da vontade de Deus.
Ele é governado por Deus. Este experimentou um verdadeiro arrependimento. Ele não
abandona alguns pecados, mas corta a raiz da árvore que é a independência. Se
deixarmos de praticar algumas coisas sem romper com sua fonte, o máximo que
conseguimos é frustração. O religioso poda galhos da árvore (pecados), mas não
extirpa o problema fundamental do homem: independência (a raiz da árvore).
Paulo verificou uma realidade do homem, descobrindo três leis:
I.
A Lei do pecado e da
morte
Nasce conosco, pois nascemos de carne e herdamos a
independência. Enquanto não passarmos por uma real experiência de
arrependimento, vamos ser obrigados a pecar, mesmo que não queiramos. O
arrependimento não é remorso, é mudança de atitude, ou seja, o homem perde sua
independência e torna-se dependente de Deus.
Em Romanos 7, Paulo expõe com clareza a realidade
do homem natural, é governado por uma lei que está em seus membros, a lei do
pecado e da morte.
II.
Lei das ordenanças
A religião impõe ao homem
várias regras de comportamento (Col 2: 20-23), tentando implantar algo novo no
homem, porém a Palavra afirma que a lei não aperfeiçoou coisa alguma (Rom
7:13). Deus não nos chama para sermos simples praticantes de seus princípios, mas
para morrermos para nós mesmos (Rom 6) para que Jesus viva em nós a sua glória
(Col 1:27, Rom 8:14).
III.
Lei do Espírito de Vida
em Cristo
Opera a salvação, que á a libertação total do velho
homem, com todos seus desejos (Rom
Muitos tentam transformar a graça de Deus
Gostamos de nos apossar de alguns trechos da
Palavra, porém não atentamos diligentemente para viver a vontade de Deus,
dispostos a padecer para praticar toda justiça (II Tim 3:12).
“Mas se, fazendo o bem,
sois afligidos, e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois
chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que
sigais suas pisadas” (I Ped. 2:20-21).
Em resumo,
o Reino de Deus é o fim da independência do homem. Deus quer assumir o
governo da vida de cada pessoa. O arrependimento é mudança de atitude interior,
isto é, deixamos à independência e passamos a ser dependentes de Deus. Da
atitude de rebelião (faço o que quero) para uma atitude de submissão (pertenço
a Deus para fazer o que lhe apraz). Quando mudamos nossa atitude para com Deus,
mudamos nossos atos. Quando mudamos só os atos e não a atitude, estamos em
rebelião e tudo que conseguimos é viver uma vida cheia de contradições e
hipocrisias, sem que o evangelho possa fazer alguma diferença concreta, apenas
disposições passageiras e pactos finitos. Tozer dizia: Não há nada mais trágico
que alguém passar uma vida toda freqüentando um local de reuniões religiosas, e
no fim da vida não poder usufruir da presença graciosa de Jesus.
“Pelo que não sejais
insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.”
(Ef.
5:17)
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A tradição |
A revelação |
|
1. batismoè Não passa de um
símbolo. Não é necessário para a salvação, nem para perdão de pecados. É um
passo de obediência, um testemunho público de fé. |
1. batismoè É realidade na nossa
vida. É ato pelo qual, pela fé, somos colocados |
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2. confissão de pecadosè Deve-se confessar os
pecados a Deus. |
2. confissão de pecados èé o “andar na luz” (I Jo. 1:7-9). Há
mandamento específico para se confessar os pecados uns aos outros (Tg. 5:16).
Era prática dos discípulos (Mt. 3:6; At. 19:4, 18). |
|
3. dons espirituais è O grupo tradicional vê os dons e carismas sobrenaturais como coisa
do passado, entendendo que terminaram no tempo dos apóstolos. Já o grupo pentecostal aceita a
manifestação dos dons nos dias de hoje, todavia têm conceitos místicos sobre
o assunto, de modo que supervalorizam as pessoas que manifestam dons e as
tratam com privilégios, como se fossem “mais espirituais”, chegando até a
substituir as autoridades delegadas na Igreja pelos que manifestam determinados
dons. Além disso, substituem a própria palavra de Deus pelo dom, como p.ex.,
a profecia. |
3. dons espirituais è Os dons são
complementos da Palavra. A Palavra de Deus (Bíblia) é absoluta e
inquestionável. Daí, os dons devem ser julgados (I Co. 14:29; I Tess.
5:20-21). A manifestação de dons não é indicativo de santidade. Pode-se ter
muitos dons e ser carnal (Mt. 7:21, 22; I Co. 3:1; 13:1-13). Deus não governa
através da manifestação de dons, mas sim pelos ministérios e autoridades
delegadas (I Co. 12:28). Jesus não usava os dons como atrativo. Ele pedia que
não contassem a ninguém quando realizava algum milagre. |
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4. ceia do senhor èO pão e o vinho são
meros símbolos recordatórios da morte do Senhor (esta postura foi uma reação
contra a posição católica). Não se vê a ceia como algo sobrenatural, momento
de comunhão da família de Deus, onde o corpo de Cristo é partilhado com
todos. |
4. ceia do senhor èO sinal exterior (pão e
vinho) quando recebidos pela fé tornam-se realidades em nossas vidas (Jo.
6:53-57). É momento de comunhão dos filhos de Deus. É momento íntimo e
privativo da família do Pai. Por isso não se deve participar da ceia quem não
é filho, podendo advir sobre o tal conseqüências até físicas (I Co. 11:30). |
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5. doutrina èSão conceitos sobre
Deus, Jesus, Espírito Santo, Bíblia. São elaborados de acordo com a
interpretação dos homens, por isso existem várias “doutrinas” sobre mesmos
assuntos. |
5. doutrina èSão orientações
práticas para a vida diária de um discípulo, extraídas não da visão de
homens, mas da revelação pura da Palavra. São preceitos para serem cumpridos
incondicionalmente (Tt. 2:1; Mt. 7:28-29). |
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A TRADIÇÃO |
A REVELAÇÃO |
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1. IGREJA è é a denominação
sectária e o local de reuniões: - “Minha igreja” “Vou à igreja”. |
2. IGREJA è é o corpo vivo de Cristo
- é uma só. A igreja da localidade é formada por todos aqueles que são
submissos ao Senhor. (Ef. 1:22, 23; 5:25-27) |
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2. MINISTÉRIO è é o serviço de alguns
especialistas muito bem preparados em seminários. |
2. MINISTÉRIO è todos os santos são
sacerdotes. Todos têm um ministério. (I Pd. 2:9; Ef. 4:12) |
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3. PASTOREIO è Pastor solitário e um
“faz tudo.” |
3 PASTOREIO è um corpo de
presbíteros (At 20:17; Tt 1.5; At 13:1). |
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4. EDIFICAÇÃO è em grandes reuniões e
em “templos”, pulpitocentrismo, sermões elaborados, reunionismo. |
4. EDIFICAÇÃO è nas casas (Rm 16:10-11;
14:15; At. 2O: 20; I Cor 16:15-19; Fp 4:22; Cl 4:15). Nos relacionamentos de corpo (Ef 4.15-16; Cl 2:19). |
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5. UNIDADE è mística, invisível e universal. |
5. UNIDADE è prática, visível e na
localidade (Jo 17). |
Todos os bons movimentos de renovação originaram de
uma volta a um ponto comum: a igreja
primitiva, os ensinos de Cristo e dos
Apóstolos.
O problema se origina quando um desses movimentos,
depois de uma trajetória, não segue buscando a origem do cristianismo para sua
orientação futura, mas sim a sua origem particular. A maioria fica mais fiel às
idéias dos fundadores do que a Palavra.
Para não cair no sectarismo, devemos recorrer
permanentemente à nossa origem: Cristo e os Apóstolos. Não devemos ser fiéis à
restauração, mas ao SENHOR JESUS.
“Vós sois a luz do mundo...” (Mt. 5:14, 16). “Para que vos
torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma
geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.”
(Fp. 2:15).
A igreja tem sido ludibriada num ponto vital: o fato de ser corpo, onde um depende do
outro. Satanás tem subtraído isto da igreja! Substituiu o fato e a verdade
de que somos membros uns dos outros,
pelo sofisma de que cada um é um salvo
(eu sou, tu és, ele é, somos salvos), e como salvos que somos, como bons
cristãos que somos, devemos amar, buscar e servir uns aos outros. Mas isto não
é verdade? Sim, é verdade! E qual é o sofisma então? É que aquilo que é uma verdade imutável e fruto da condição inalterável
da igreja ser corpo, passa a ser um dever cristão que podemos cumprir em
maior ou menor escala.
Isso trás reflexos diretos e decisivos sobre a
minha postura perante a igreja. Porque se creio que apenas sou mais um salvo,
minha vida diz respeito só a Deus, meus pecados e erros ferem só a Deus, e
minha confissão deve ser feita só a Deus.
Se, porém, eu entendo que fui batizado, enxertado
em um corpo (I Co. 12:12, 13, 26,27), eu vou saber que a minha vida diz
respeito à igreja que é o corpo de Cristo. Os meus pecados desonram a igreja e
a minha confissão deve ser feita diretamente à igreja (I Co. 10:16, 17; 11:29).
Eu não estou só! Eu sou corpo! (I Co. 12:14; Rm.
12:5). A vida que tenho em Cristo é a vida da igreja, o Espírito que habita em mim
é o Espírito que está na igreja. “Pois,
em um só Espírito todos nós fomos batizados em um corpo... E a todos nós foi
dado beber de um só Espírito.” (I Co. 12:13). Eu sou enxertado no corpo de
Cristo e posso beber do Espírito Santo. Aleluia! O Espírito Santo na igreja é
como o sangue no corpo humano: leva a mesma vida a todos os membros, está em
todos os membros, mas não é propriedade particular de nenhum deles. Está no
corpo. Se algum membro é desligado do corpo, morre e apodrece, porque perde a
vida da qual era participante enquanto corpo. O corpo, contudo, continua vivo
(Ef. 4:30; I Tess. 5:19; Hb. 6:4-6). É assim na vida natural como na espiritual.
Somos corpo (I Co. 12:27) e não temos como nos
ocultar dele. “Para que não haja divisão
no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns
dos outros. De maneira que se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um
deles é honrado, com ele todos se regozijam.” (I Co. 12:25-26). Assim, se
estamos bem, o corpo sabe, se estamos mal, o corpo também sabe.
Isto pode parecer muito abstrato. Como acontece na
prática? O entendimento de que sou corpo
e que dependo do mesmo, impede-me, proíbe-me de ocultar-me dele. A minha consciência me leva a andar na luz,
no temor do senhor.
Vejamos, então, o que diz a Palavra sobre a
necessidade de nos fazer conhecidos à igreja, ou seja, andar na luz.
1.
Andar na Luz:
“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz,
mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos
purifica de todo pecado.”
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo
para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” (I Jo. 1:5-9).
“E não sejais cúmplices nas obras infrutuosas das trevas,
antes, porém, reprovais. Porque o que eles fazem em oculto o só referir é
vergonha. Mas todas as coisas quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas;
porque tudo que se manifesta é luz.” (Ef. 5:8-14).
“Pois todo aquele que pratica o mal, aborrece a luz e não
se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a
verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque
feitas em Deus.” (Jo. 3:19-21).
Os textos falam sobre confessar, revelar o que está
oculto, escondido nas sombras, ou seja, manifestar. Andar na luz, portanto, é
tornar-se manifesto, conhecido, mostrar-se tal como é, sem capa nem máscara.
Não é algo místico, subjetivo e sem expressão prática do tipo “estou na
bênção”, “estou na graça”. Não. Andar na luz, envolve decisão e confissão:
exposição voluntária. É permitir que saibam o que eu fui e o que sou. O que fiz
e o que faço. Não ter nada escondido na minha vida. No momento que ando na luz,
a luz revela quem sou. Se estou em trevas, não sabem quem sou e como estou, nem
eu conheço a mim mesmo.
Jesus nada disse em oculto (Jo. 18:20). Se somos
discípulos de Cristo, temos que ser iguais a Ele (I Jo. 2:6). Todo verdadeiro
discípulo de Jesus tem que ser capaz de dizer tudo o que tenha feito e dito na
vida, para se tornar conhecido. “Quem
procura esconder seus pecados será sempre um fracasso. Quem confessa e deixa,
será perdoado.” (Pv. 28:13, v. II Tm. 3:7).
Duas perguntas são necessárias: 1) de quem
esconder? 2) A quem confessar? A resposta traduz a prática da grande maioria
dos cristãos: esconde de Deus, confessa a Deus. Será que Deus precisa realmente
que lhe revelemos alguma coisa? Será que existe alguma coisa que Ele não sabe?
Vejamos:
|
Jr. 16:17 |
Ninguém se esconde de
Deus. |
|
Sl. 90:8 |
Os pecados ocultos sob
os olhos de Deus. |
|
Pv. 15:11 |
Os corações descobertos
aos olhos de Deus. |
|
Jr. 17:9-10 |
Deus prova os corações
e os pensamentos. |
|
Sl. 44:21 |
Deus conhece os
segredos dos corações. |
|
Sl. 139:1-12,23 |
Deus perscruta todo o
homem. |
|
Dn. 2:22 |
Deus revela o
escondido. |
|
Hb. 4:13 |
Tudo está patente aos
seus olhos. |
|
Pv. 20:27 |
O espírito do homem é a
lâmpada do Senhor a qual esquadrinha todo o mais íntimo coração. |
|
Is. 29:15-16 |
Ai dos que se escondem
do Senhor. |
|
I Co. 4:5 |
Ele julgará os desejos
do coração. |
|
Mc. 4:22 |
Tudo será revelado. |
|
Rm. 2:16 |
Os segredos do homem
serão julgados. |
|
Pv. 28:13 |
De quem encobre? A quem
confessa? |
Deus não
precisa de que lhe confessemos (revelemos, manifestemos) nada. O que ele exige é um coração arrependido e um espírito
quebrantado, ou seja, arrependimento.
(Jr. 13:22; Os. 5:14-15; 6:1-3).
Foi isto o que aconteceu no Édem: Deus viu e sofreu
com a desobediência do homem. Mas o homem precisava manifestar-se
voluntariamente, por isso as perguntas: Onde estás? — Deus não estava vendo? — Quem
te fez saber? — Deus não sabia?
Sim, Deus testemunhou tudo, mas com isto Ele
introduzia um princípio de cura para o coração culpado (Gn. 3:8-11; Pv. 21:8).
O sentimento de culpa esmaga a consciência e transtorna o caminho do homem (II
Co. 2:5-11; Lc. 22:61-61). A isto se chama de má consciência. Os que insistirem
nisso, agindo contra a própria consciência e mantendo-se em oculto, tornam-se
hipócritas e terminam naufragando na fé (I Tm. 1:5, 19; 3:9; Hb. 12:16-17),
além de sofrer o juízo de Deus (Hb. 10:22, 26-31).
É impossível escapar das conseqüências do pecado
(Gl. 6:7-8). Se os confessamos, obtemos perdão e graça. Ainda que soframos as
conseqüências, escapamos da condenação (II Sm. 12:12-14; Pv. 28:13). Se os
encobrimos, levaremos uma vida de tormento e por fim seremos alcançados pelas
conseqüências. Confira: “o vosso pecado vos há de achar”. (Num. 32:23) com “...
achou Deus a nossa iniqüidade.” (Gn. 44:16; 42:21-22).
Fica claro que não é a Deus, mas aos homens que
temos que manifestar nossa vida (II Co. 1:12; 4:2; 8:21) e confessar nossos
pecados (I Jo. 1:7) para mantermos comunhão e recebermos a purificação pelo
sangue de Jesus. Se mostro minha sujeira, sou purificado. Se a escondo,
permaneço imundo. Sempre que há pecado, há abertura para Satanás naquela vida.
Tudo aquilo que permanecer em trevas será domínio do diabo (I Jo. 1:5-6,8).
Na prática, as religiões “cristãs” conseguiram
confundir este ensino, de modo que os protestantes não o praticam para
contrariar os católicos. Ora, a igreja não é protestante, nem católica, nem
isto ou aquilo, como também Deus não é protestante, nem a igreja começou com
Lutero. O propósito de Deus de convergir tudo para Jesus, formando a partir
Dele uma família (igreja, que é seu corpo) é de antes da fundação do mundo e
não pode se moldar a interpretações humanas. Deus é absoluto, seus princípios
são absolutos, doam a quem doer. Outra questão levantada é que os homens não merecem confiança. E
muitos chegam até a usar a Bíblia, Jr. 17:5, para apoiar sua desculpa em não
confessar. Ora, este texto de Jeremias se refere à confiança em si próprio,
denotando auto-suficiência, soberba, independência do Senhor, como também
substituição da confiança no Senhor, pela confiança em homens, sistemas,
organizações. O discípulo tem que se relacionar com os irmãos em uma disposição
de confiança e segurança (Rm12: 10). Sem confiança não há comunhão. E se alguém
trai esta confiança, o prejuízo não é de quem confia, mas do traidor. Veja o
que ocorreu com Jesus e Judas, como também José e seus irmãos. O motivo real de
não cumprir a palavra de Deus no que se refere à confissão é um só: preservação
da imagem (Jó 31:33-34).
A confissão gera cura (Tg. 5:16), refrigério para a
alma. Através da confissão, mantemos a comunhão no corpo e recebemos o perdão
de Deus. É bem provável que não escapemos das conseqüências, mas por certo nos
livramos da condenação do pecado. Certa feita algumas irmãs chegaram para
determinado presbítero apavoradas, pois o que tinham a confessar para os seus
esposos poderia causar dano sério em suas vidas, pelo que temiam a confissão,
ao que o presbítero lhes respondeu: “se os seus maridos lhes causarem grande
mal ao ouvirem a confissão, não é pela confissão (que gera cura), mas pelo
pecado (que gera morte).”.
2.
Qual a prática bíblica?
Velho
Testamento
|
Nm. 5:7; Lv. 6:2-4 |
Confissão e restituição |
|
Js. 7:19-20 |
Deus revelou o culpado,
mas exigiu confissão |
|
Jó 33:27 |
Mostra um costume da
antigüidade |
Novo
Testamento
|
Lc. 19:1-10 e At.
19:18-19 |
Confissão por novos
convertidos |
|
Mt. 18:15-18 e Tg. 5:16 |
A prática da Igreja |
|
I Tm. 5:19-21 |
Os líderes |
Só a confissão com arrependimento pode produzir
cura e perdão. Quando ocultamos nossos pecados, buscamos justiça própria (há
até quem faça penitência: jejua, ora, faz vigília). Deus rejeita (Is. 64:6;
43:24-26). Nossa justiça é Cristo (I Co. 1:30-31; I Jo. 1:7-9; Rm. 10:4;
5:8-11; II Co. 5:21; Is. 53:5-6). Aleluia!
A igreja é o corpo de Cristo e ele nada faz fora dela
(Ef. 1:22-23).
Site Rei Eterno. http://reieterno.sites.uol.com.br