Que buscam os cristãos modernos ?

Que buscam os cristãos modernos ?

Eliseu da Cruz Moreira

Hoje vivemos dias difíceis, há uma enorme variedade de doutrinas. A fé é uma doutrina incompreendida. Convivemos com cristãos de mentes inquietas, profundamente almáticos, que se tornam presas fáceis de todos os tipos de manifestações; aliás, estes são ávidos por experiências extraordinárias.

O que será que buscam? Há pouco interesse pelo ensino de Jesus a respeito da oração. Entrar no quarto para orar é solidão demais para esta geração, relacionamento pessoal com Deus não tem sido algo atraente. Que buscam? Consultas! Ou seja, pessoas que digam em nome de Deus o que eles gostariam de ouvir e não a vontade de Deus. Trocaram a experiência pessoal e real, e se voltam a práticas antigas; uma religiosidade lendária, imaginária, inconseqüente e inconsistente, com experiências que extrapolam a carne e chegam às raias do espiritismo.

Buscam não Deus, mas videntes, como viciados em horóscopos, vivem de experiências alheias, e algumas destas experiências com fontes questionáveis. Suas mentes buscam por mestres que lhes digam o que querem ouvir, conduzindo-as às fabulas. “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” II Tm 4.3-4

“Cisternas rotas”, doutrinas e esperanças que não constam na palavra de Deus. Quando suas experiências desaparecem a fé deles esvai. “Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas.” Jeremias 2:13

É claro que devemos ter cuidado a fim de evitar o perigo de um total ceticismo, ou rejeição total a tudo que aparece sem qualquer critério de avaliação, porém não podemos aceitar a disposição descontrolada e irresponsável de se crer em tudo que aparece por parte dos que orbitam em torno de experiências. Temos visto a fé sendo apresentada como substituto da obediência a Deus, uma fuga da realidade, um refúgio da exigência de raciocinar, um esconderijo para um caráter fraco. Qualquer fé em Cristo como salvador que não submeta a vida da pessoa à obediência completa a Cristo é insuficiente e há de trair sua vítima no final.

Não podemos voltar às fábulas: ungir com óleo carro novo, orar enterrando coisas, fazer limpeza espiritual. Deus abençoa pessoas e não coisas. Deus nos tem exigido consagração de vida, e não reza para que os ricos fiquem mais ricos. “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.” I Tm 6.8-12

Crer em cristãos enfeitiçados, esta é a loucura que se vê entre o povo, não se aceita as vicissitudes da vida como natural; fala-se em crentes endemoniados e qualquer doença eles expulsam como se fossem espíritos malignos, influência do cristianismo pagão. “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem realizado!” Nm 23.23

Um “cristo” fraco, em que as situações e fatalidades da vida são atribuídas a satanás. Uma Igreja vulnerável, com fé triunfalista e inconsistente. Que diriam os irmãos, do passado, esta nossa nuvem de testemunhas? (Hb.11) Estes que pela fé sofreram, morreram, deixaram, perderam e permaneceram inabaláveis na Fé.

O que para muitos se resolveria com oração de libertação, para Jesus se resolve com o novo nascimento, arrependimento, esta sim, é a verdadeira quebra de maldições “Sujeitai-vos a Deus resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg. 4.7). Esta não é a mensagem moderna. Antes de o diabo fugir, o homem deve sujeitar-se a Deus.

Devemos nos relacionar com todos, receber bem os cristãos em nossa cidade, porém devemos rejeitar as crendices danosas à fé. Respeitamos pessoas, mas devemos corrigir com mansidão, tentando salvar alguns de um atoleiro de pieguices que se tornaram cativos.

“E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos.” (II Tm 2.23-26).

A hora é difícil, não sejamos como meninos levados por todo vento de doutrina.

Site Rei Eterno (http://reieterno.sites.uol.com.br)
Retorno ao topo da página